sábado, março 31

Espanha e Inglaterra: astros fazem mossa

1. O desportivo Espanhol "Marca" anuncia hoje que Ronaldinho tem pé e meio em Milão. O Culebron adensa-se e vai tornando-se uma realidade. Enquanto isso, Deco continua a perder peso em Barcelona, ao mesmo tempo que a influência de Iniesta cresce, e a sua situação (do Português) conjuntural até final da presente temporada promete novos desenvolvimentos nos crescentes rumores de que pode, tambem ele, estar de saída da cidade condal. Não é, definitivamente, um momento feliz para o nosso Mágico.
2. Ao mesmo tempo que os porta-estandartes da grande equipa Catalã veem o seu futuro vacilar, o Barcelona continua a ser dado como o grande favorito à conquista da liga Espanhola. O problema, no entanto, não se reduz à conjuntura de Deco mas tambem à de Rijkaard. Sobretudo a partir das jornadas de 14 OU 21 de Abril, e durante as 4 ou 5 semanas seguintes, a conjuntura do Holandês reacende a luz vermelha indicadora do perigo de derrotas e de um ego em queda. Claro que a liga Espanhola só termina em finais de Junho o que pode dar alguma margem de recuperação à equipa, mas convem não perder demasiado terreno numa fase tão crítica da temporada: às tantas, pode dar-se o caso de ser tarde para ir "buscar" os adversários directos.
3. Perante um cenário deste género podia pensar-se que Capello tinha perante si uma oportunidade única de marcar diferenças e lutar pelo título Espanhol. Acontece que o Italiano não está melhor que o Holandês, com a desvantagem dos apontadores negativos de Capello começarem já na primeira metade de Abril, estendendo-se à sua segunda metade e a boa parte de Maio. Porca miséria!
4. A lesão de Robben é um rude golpe para Mourinho e o seu Chelsea. Não tem outro jogador igual no plantel, com tanto talento e capacidade de improvisar, numa equipa de estilo Germânico que vence passando a ferro, à força de um bloco poderoso, os adversários. Joe Cole está sem ritmo de jogo; Kalou apresenta uma conjuntura complicada; e Wright-Philipps é quase sempre uma terceira escolha para o técnico Português. Se a isso juntarmos o potencial de tensão que os indicadores planetários do mapa astrológico de Mourinho revelam, temos traçado um grande desafio para o "special one" enfrentar no que resta de temporada. Engraçado de seguir será tambem Alex Ferguson, com vários apontadores de rescisão contratual presentes (tal como Mourinho). É um bom momento para testar o mapa do Escocês: rescisão com ou sem novo contrato?

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sexta-feira, março 2

Robben, o Paulo Sérgio Holandês

A final da Carling cup do passado sábado realizada entre Arsenal e Chelsea pode dividir-se em duas partes. A primeira, sem Robben, e a segunda, com o Holandês em campo. Durante a presente semana Robben veio queixar-se de ser pouco utilizado no onze inicial, algo que já acontecera no inicio da temporada. Pensei que Mourinho tivesse aprendido a lição, mas assim não parece. Já o jogo do estádio do dragão mostrou as mesmas duas partes distintas que o jogo de Cardif havia mostrado. Mas Mourinho não aprendeu e continua a dar de avanço aos adversários, quando já toda agente percebeu que Ballack é um peso morto no meio campo dos Londrinos, não atacando nem defendendo, não fazendo a diferença nem impedidndo que o adversário o faça.
No inicio da temporada falámos aqui do bom potencial conjuntural de Robben para 2006/07. Pois bem, à semelhança do "nosso" Paulo Sérgio (ver post anterior) tambem no caso de Robben a melhoria conjuntural se acentua nas próximas semanas. E ou Mourinho anda a ver passar navios ou anda a guardar Robben para os grandes momentos. Pois que não guarde demasiado. O momento é agora.

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