sexta-feira, março 30
Eu sei que muita gente aqui tem vindo em busca de uma previsão para o jogo Benfica-Porto do próximo dia 1 de Abril. Mas, depois do FCP-SCP, decidi que não o farei. Uma previsão para um jogo específico dá tanto trabalho como analisar a época inteira de duas equipas. E eu não tenho tempo para, com qualidade, apresentar um trabalho que mereça a vossa atenção e inteligência.
Portanto, e não olhando para o jogo especifico de 1 de Abril, o que direi, repetindo-me, é que a conjuntura de médio prazo de Jesualdo Ferreira é preocupante (para os Portistas) durante boa parte do mês de Abril (já para não falar dos indicadores de rescisão contratual activos no final da época), e reparei que nas jornadas de 8 e 22 de Abril existe uma acumulação de conjuntura de médio e curto prazo dando sinais não muito positivos. Claro que se pode questionar se o efeito conjuntural de curto prazo do jogo com o Belenenses é ou não efeito do jogo com o Benfica, mas aí já estaria a entrar na análise ao jogo especifico e não o farei pelos motivos apontados anteriormente.
Relativamente ao Benfica, parece-me estável e até agradavel a conjuntura de médio e curto prazo de Fernando Santos para o jogo frente ao Beira-Mar, na semana seguinte à jornada do Benfica-Porto, e jogadores como Beto e Karagounis dão, tambem, boas indicações nas suas conjunturas de curto prazo para o jogo com os Aveirenses. Um jogador benfiquista que apresenta uma conjuntura de curto prazo agradável para a semana a seguir ao Benfica-Porto (antes do Beira-Mar, portanto) é Nuno Gomes, mas nós já vimos o que é que acontece quando conjunturas de curto prazo não estão sustentadas numa conjuntura de médio prazo de qualidade. Penso que Nuno Gomes apresenta para o final desta temporada uma qualidade conjuntural média que não se deve menosprezar. Vamos esperar para ver.
Do lado do Porto o jogador que mais aprecio em termos conjunturais de médio/longo prazo é Fucile, e Bruno Alves é outro dos que se mantem à tona de água. Quanto a Lucho esperava muito mais dele nesta fase da temporada.
Enquanto na Luz o Benfica procura aproveitar a queda Portista nesta segunda metade da temporada, o Sporting continua com os favores planetários de médio prazo, activos desde a jornada em que derrotou o Estrela da Amadora em Alvalade. É pena que não possa jogar Moutinho, a atravessar a fase conjuntural mais popular da sua temporada 2006/07.
domingo, março 18
Um ano depois...tudo na mesma!
Há cerca de um ano atrás, mais coisa menos coisa, Sporting e Porto enfrentaram-se para decidir o título da temporada 2005/2006. Na altura elaborei uma previsão para esse jogo especifico e, estarão alguns de vós lembrados, a coisa não acabou nada bem.
Esta temporada a situação repete-se, com uma agravante: o pecado capital, na minha pouco valorizada opinião astrológica, esteve na sobreposição da conjuntura de curto de prazo à conjuntura de médio prazo. É um erro repetido, uma e outra vez, e de que pareço não conseguir livrar-me.
Assim como assim, e procurando retirar qualquer coisa de útil deste jogo, parece claro o porquê da aspectação astrológica que Jesualdo apresenta em Abril apontar para queda do ego, e em Maio a apontar para uma possível rescisão contratual. A contestação já começou no Dragão, e entre Quaresma, Pepe e Lucho, ou Jesualdo, não é preciso ver conjunturas (nem de curto prazo) para perceber qual é o lado mais fraco da corda na hora dos adeptos portistas imputarem responsabilidades por resultados menos conseguidos.
Etiquetas: Jesualdo Ferreira, Porto, Sporting
quinta-feira, março 15
Clássico no Dragão: curto prazo contra ataca
Jesualdo Ferreira
Enquanto Abril não chega, Jesualdo Ferreira desliza em águas mais ou menos calmas e reconfortantes. Para o jogo de sábado frente ao Sporting a conjuntura de curto prazo do treinador portista é azul e as perspectivas de um bom resultado atracam, consoantemente, em bom porto. Algumas semelhanças na conjuntura de curto prazo de Jesualdo para sábado, com o mesmo tipo de conjuntura verificada para Fernando Santos no jogo da 1ª volta em Alvalade.
É vital que vença o clássico frente ao Sporting de modo a encarar o mês de Abril com outro à vontade: a almofada de segurança que os pontos de avanço sobre o Benfica lhe proporcionam pode revelar-se pouco fofa no momento de encarar as consequências de uma ou duas jornadas menos positivas durante o mês das águas mil.
Importantíssimo capitalizar em 3 pontos o bom momento conjuntural de curto prazo.
Paulo Bento
Apesar de melhorias nas conjunturas de médio prazo para grande parte dos seus atletas, Paulo Bento continua a debater-se com uma profunda luta interior de modo a conseguir lidar com o poder (Soares Franco? Pedro Barbosa? Outros?) e suas nuances. Tanta ambição e vontade de vencer resultam, normalmente, ora em crises profundas ora em vitórias reconfirmantes de posição mas, para já, a conjuntura de curto prazo do treinador leonino vai dando mais suporte à hipótese “crise” que à hipótese “vitória”.
A já mencionada melhoria das conjunturas de médio prazo de grande parte do plantel leonino não tem base capaz de curto prazo para que lhe possamos atribuir nota global positiva, e a semana seguinte ao jogo no Dragão não traz abundância de factores planetários reveladores de popularidade na conjuntura de Bento.
Qualquer resultado que não passe por uma vitória no Dragão deixa, probabilisticamente, muito difícil a re-colocação do Sporting na luta pelo título, e a conjuntura de curto prazo de Paulo Bento e de alguns dos seus jogadores é um obstáculo de média grandeza a que esse objectivo seja atingido. Resta esperar que, como já aconteceu no passado, a conjuntura de médio prazo seja capaz de "abafar" a de curto prazo. Na jornada de 1 de Abril esta conjuntura de curto prazo sofre melhorias.
Etiquetas: clássico, Jesualdo Ferreira, Paulo Bento, Porto, Sporting
domingo, março 4
Quem nunca errou que mande a segunda mensagem
1. O empate do Sporting em Leiria marca o fim da conjuntura planetária complicada que jogadores e treinador leoninos têm suportado desde meados de Janeiro 2007. Como excepção, e tal como fomos adiantando, temos Liedson, que "explicou" com a sua expulsão o porquê de um mês de Março abaixo do normal. A partir daqui, e de uma maneira geral, podemos esperar um Sporting com mais sorte e eficácia. Os miúdos estão prontos para as vitórias, e Bueno, Alecsandro, Romagnoli, Paredes, Polga e Caneira são a experiência capaz de suportar a inexperiência da equipa. Já era tempo. Como balanço deste período ficam os 9 pontos de desvantagem para FCP e 5 para SLB.
2. Os erros que se cometem a efectuar previsões astrológicas, na maior parte das vezes, são erros repetidos. Como na vida, o grande objectivo é lembrar o passado para não repetir os mesmos erros mas, quase sempre, esse objectivo não é alcançado. A análise à sub-fase conjuntural do SLB para esta segunda metade da temporada é um exemplo claro a que nos podemos agarrar.
Na análise global que fizemos para os benfiquistas ficou assente que a segunda metade da temporada seria bem melhor do que a primeira. No entanto, e devido à conjuntura de alguns jogadores, casos de Quim e Simão, previmos alguns resultados menos positivos para finais de Fevereiro e inicios/meados de Março. Até aqui, como é bom de ver, nem os maus resultados surgiram, nem Quim ou Simão apresentaram sinais de queda de rendimento. Então, qual foi o erro?
Uma das premissas básicas para enquadrar conjunturas de uma equipa é a de que, se o treinador apresenta uma conjuntura de qualidade, é demasiado arriscado prever maus resultados da equipa. Tem de existir uma consonância entre as conjunturas dos jogadores com a do treinador. No caso do Benfica isso não sucedeu, pois a conjuntura de Fernando Santos até final de Fevereiro era bem positiva. Surgem então as conjunturas de Quim e Simão a baralharem as contas, e elas são, não a consequência, mas sim a causa originária do erro de análise.
Procuro, como sempre, tentar encontrar uma posição de imparcialidade nas análises que vou fazendo, detectando os meus erros e não deixando que problemas de ego interfiram nas análises e, dessa forma, assumir o falhar de uma previsão deve ser sempre o ponto de partida para encontrar o fio à meada. Digo isto para que não fiquem dúvidas de que não insisto em previsões que parecem erradas apenas para me defender, mas sim porque, após uma re-análise, penso ter encontrado as razões de as coisas não terem ido de encontro ao previsto.
Ora, o caso do Benfica parece-me estar directamente ligado à conjuntura de Fernando Santos. É a partir de inicios de Março que a conjuntura do treinador benfiquista turva. Então, perguntarão muito bem, onde "ficam" as conjunturas de Quim e Simão? No caso de Quim, que defendeu uma grande penalidade frente ao Desportivo das Aves e se exibiu a bom nível, a sua conjuntura continua com um potencial de queda de rendimento durante as próximas 2 a 3 semanas. No caso de Simão, confesso que não compreendo o porquê de não ter sido "afectado" pelas configurações planetárias que apresentou na segunda metade de Fevereiro, mas olhando para as mesmas configurações planetárias que já antes, no inicio da temporada, estiveram activas, observo que, nessa ocasião, os efeitos se fizeram sentir um pouco fora de tempo, o que vai de encontro ao timing de resultados menos positivos nas próximas semanas. Não compreendo porquê, mas assim foi.
Outra questão pertinente é a de saber porque razão coloco tanta "fé" na conjuntura de Fernando Santos. Porque, até esta fase da temporada, a equipa reagiu sempre em consonância com a conjuntura do treinador Benfiquista, o que reduz imenso o risco de estar a ser "enganado". Como sempre digo nas previsões que efectuo, nada é certo até que aconteça, mas é à priori que se fazem previsões. Falhando ou acertando, o importante é ser sempre intelectualmente sério, e isso implica tentar compreender onde se falhou. Aqui ficam, à priori, as possíveis causas ao timing inexacto para a sub-fase benfiquista. À posteriori se verá se estamos certos ou nem por isso.
P.S - Recebi hoje uma mensagem no voice mail de um primo meu. Se bem se lembram, é aquele primo que perdeu um papel assinado por mim a dizer que o SLB não seria campeão com Koeman em 2005/06. O conteúdo da mensagem tinha que ver com a defesa de Quim ao penalty com o Aves e a sua ligação com a previsão do astrocosmo para esta sub-fase do benfiquista. Confesso que senti esta mensagem como um sinal divino, porque o meu primo tem uma certa tendência para o chamado "big mouth", que é como quem diz, para falar quando não deve. É um dom divinatório, mas ao contrário. Espero que ele não tenha perdido capacidades :)
Etiquetas: Benfica, Fernando Santos, Primo, Quim, Simão Sabrosa, Sporting
segunda-feira, fevereiro 19
Resumo da semana
1. O Sporting mantem-se na sua fase baixa, mas vai dando sinais da retoma que há-de chegar. Por enquanto, e para a próxima jornada com o Aves e seguinte com o Leiria, o perigo de resultados aquem do esperado permanece.
A ajudar a isto, sucede uma nova sub-fase conjuntural de Liedson, com uma nova quebra de produtividade do avançado leonino, que terá inicio em finais de Fevereiro e se prolongará até, mais coisa menos coisa, meados/fins de Março. Existe algum desfazamento entre a conjuntura de Liedson e a da maior parte dos seus colegas, visto estes darem indicações fortes de melhoria conjuntural a partir de inicios/meados de Março, mas quer-me parecer que a partir de finais de Março este desfazamento deixa de existir.
Assim, jogadores como Polga, Caneira, Veloso, Ronny, Bueno e Nani, são os atletas com conjuntura mais perigosa para as próximas duas jornadas, com Liedson, progressivamente, a juntar-se-lhes. Mas é engraçado notar que são exactamente estes jogadores que, a partir da fase de Março já mencionada, vão levar o Sporting às cavalitas para o melhor período da época leonina.
Devo desde já suublinhar que isto não significa, automáticamente, uma vitória no Dragão a 17 Março, pois estamos a lidar com uma conjuntura de médio prazo e não com a conjuntura rápida do jogo especifico.
2. Jesualdo ganhou juízo ao colocar Fucile no seu onze e a equipa ganhou o jogo com facilidade. Os regressos de Quaresma e Anderson à equipa davam muito jeito ao treinador portista, mas com a conjuntura de final de temporada de Jesualdo, dificilmente o salvarão de contestação e de uma possivel saída do Dragão.
3. Em Espanha Cappelo escreveu um novo capítulo de maus resultados para o Madrid, mas a sua cabeça mantem-se a salvo, dado o apoio de Mijatovic ao Italiano. Como já aqui escrevemos, o final de época (ou mesmo antes) não deixa margem de manobra aos dirigentes Madrilenos: Cappelo "se marcha".
Na Catalunha é Rijkaard quem confirma a sua permanência em Barcelona para a próxima temporada. Astrológicamente as dificuldades de relacionamentos do técnico Holandês não terminaram, e muito menos terminou a ofensiva ao seu ego. O fim de ciclo dos Cules vai ser uma realidade, e Rijkaard confirma-o. Interessante a coincidencia de algumas configurações planetárias de Rijkaard e de Cappelo, inclusive no momento em que são despoletadas. Apenas uma nota para referir que o campeonato em Espanha só termina a 19 de Junho, algo muito importante para Rijkaard: ainda assim nessa altura já terá passado o pior para o excelente treinador do Barça. Mas, até lá, o risco de rescisão existe.
Etiquetas: Barcelona, Porto, Real Madrid, Sporting
